A Estranha história da Gripe A (H1N1)

•Outubro 25, 2009 • Deixe um Comentário

Por: Teresa Forcades i Vila


1. DADOS CIENTÍFICOS

– Os dois primeiros casos conhecidos da nova gripe (vírus A/H1N1 estirpe S-OIV) foram diagnosticados na Califórnia (EUA) no dia 17 de Abril de 2009 (1).

– A nova gripe não é nova por ser do tipo A, nem por ser do subtipo H1N1: a epidemia de gripe de 1918 foi do tipo A/H1N1 e desde 1977 os vírus A/H1N1 fazem parte da gripe sazonal anual (2); a única coisa nova é a estirpe S-OIV (3) (4).

– 33% das pessoas com mais de 60 anos parecem ter imunidade ao vírus da nova gripe (5).

– Desde o seu aparecimento até ao dia 15 de Setembro de 2009, morreram desta gripe 137 pessoas na Europa e 3.559 no mundo inteiro (6); é preciso ter em conta que, em cada ano, morrem na Europa entre 40.000 e 220.000 pessoas por causa da gripe (7).

– Tal como manifestaram publicamente reconhecidos profissionais da saúde – entre eles o Dr. Bernard Debré (membro do Comité Nacional de Ética de França) e o Dr. Juan José Rodríguez Sendín (presidente da Associação do Colégios de Médicos do Estado Espanhol) – os dados obtidos da temporada de gripe por que já passaram os países do hemisfério sul, demonstram que a taxa de mortalidade e de complicações da nova gripe é inferior à da gripe anual (8)

2. IRREGULARIDADES QUE É PRECISO EXPLICAR

• No final de Janeiro de 2009, a filial austríaca da farmacêutica norte americana Baxter distribuiu a 16 laboratórios da Áustria, da Alemanha, República Checa e Eslovénia, 72 Kg. de material para preparar milhares de vacinas contra o vírus da gripe sazonal;

• as vacinas tinham que ser administradas à população destes países durante os meses de Fevereiro-Março; antes que alguma destas vacinas fosse administrada, um técnico de laboratório da empresa BioTest da República Checa decidiu por sua conta e risco testar as vacinas em furões, que são os animais utilizados para estudar as vacinas da gripe, desde 1918;

• todos os furões vacinados morreram;

• verificou-se então em que consistia exactamente o material enviado pela Baxter e descobriu-se que continha vírus vivos da gripe aviária (vírus A/H5N1) combinados com vírus vivos da gripe de cada ano (vírus A/H3N2);

• se esta contaminação não tivesse sido descoberta a tempo, a pandemia – que sem fundamento real está a ser anunciada pelas autoridades sanitárias globais (OMS) e nacionais, – seria agora uma séria e espantosa realidade;

• esta combinação de vírus vivos pode ser especialmente letal porque combina um vírus que tem 60% de mortalidade mas é pouco contagioso (o vírus da gripe aviária) com outro que tem uma mortalidade muito baixa mas com grande capacidade de contágio (um vírus da gripe de cada ano) (9).

• No dia 29 de Abril de 2009, apenas 12 dias depois de detectados os dois primeiros casos da nova gripe, a Dra. Margaret Chan, Directora-Geral da OMS, declarou que o nível de alerta por perigo de pandemia se encontrava em fase 5 e ordenou que todos os governos dos estados-membros da OMS activassem planos de emergência e de alerta sanitária máxima; um mês depois, no dia 11 de Junho de 2009, a Dra. Chan declarou que o mundo já vivia uma pandemia (fase 6) causada pelo vírus A/H1N1 S-OIV (10).

Como pôde declarar algo assim quando, de acordo com os dados científicos expostos mais acima, a nova gripe é na verdade mais benigna que a gripe de cada ano e, além disso, não é um vírus novo e parte da população já tem imunidade a ele?

A explicação é a seguinte: só foi possível fazer tal afirmação porque no mês de Maio a OMS tinha mudado a definição de pandemia.

Antes de Maio de 2009, para se poder declarar uma pandemia era necessário que tivesse morrido por causa de um agente infeccioso uma proporção significativa da população.

Este requisito – que é o único que dá sentido à noção clínica de pandemia e às medidas políticas que se lhe associam – foi eliminado da definição no mês de Maio de 2009 (11), depois de os Estados Unidos terem declarado no dia 26 de Abril o “estado de emergência sanitária nacional”, quando em todo o país só havia 20 pessoas infectadas e nenhuma delas tinha morrido (12).

3. CONSEQUÊNCIAS POLÍTICAS DA DECLARAÇÃO DE “PANDEMIA“

• No contexto de uma pandemia é possível declarar a vacina obrigatória para determinados grupos de pessoas ou inclusive para todos os cidadãos (13)

• O que pode acontecer a uma pessoa que decida não vacinar-se? Enquanto não tiver sido decretada a sua obrigatoriedade, não lhe pode acontecer nada; mas, se chegar a ser decretada a obrigatoriedade, o estado tem a obrigação de fazer cumprir a lei impondo multa ou prisão (no estado de Massachusetts a multa proposta para este caso poderia chegar aos 1.000 dólares por dia) (14).

• Face a isto, há quem possa pensar: se me obrigam, vacino-me e já está, a vacina é mais ou menos como a de cada ano…

• É necessário que se saiba que há três novidades que fazem com que a vacina da nova gripe seja diferente da de cada ano.

A primeira novidade é que a maioria dos laboratórios está a conceber a vacina de maneira que uma só injecção não baste e sejam necessárias duas; a OMS recomenda também que não se deixe de administrar a vacina da gripe sazonal; quem seguir estas recomendações da OMS expõe-se a ser injectado três vezes; isto é uma novidade que teoricamente multiplica por três os possíveis efeitos secundários, mas na verdade ninguém sabe que efeitos pode causar, pois nunca antes se tinha feito algo assim.

A segunda novidade é que alguns dos laboratórios responsáveis decidiram adicionar à vacina coadjuvantes mais potentes que os utilizados até agora na vacina anual; os coadjuvantes são substâncias que se acrescentam à vacina para estimular o sistema imunitário; a vacina da nova gripe que está a ser fabricada pelo laboratório Glaxo-Smith-Kline, por exemplo, contém um coadjuvante chamado AS03 (uma combinação de esqualeno e polisorbato que multiplica por dez a resposta imunitária; o problema é que ninguém pode assegurar que este estímulo artificial do sistema imunitário não provoque doenças auto-imunitárias graves depois de algum tempo (como a paralisia ascendente de Guillain-Barré) (15).

A terceira novidade, que distingue a vacina da nova gripe da vacina de cada ano, é que as empresas farmacêuticas que a fabricam estão a exigir aos estados que assinem acordos que lhes atribuam impunidade caso as vacinas tenham mais efeitos secundários que os previstos (ex.: está previsto que a paralisia de Guillain-Barré afecte aproximadamente 10 pessoas em cada milhão que se vacine); os EUA já assinaram um acordo que liberta tanto os políticos como as farmacêuticas de toda a responsabilidade pelos possíveis efeitos secundários da vacina (16).

UMA REFLEXÃO

Se o envio do material contaminado fabricado pela Baxter em Janeiro não tivesse sido casualmente descoberto, ter-se-ia produzido efectivamente a gravíssima pandemia capaz de causar a morte a milhões de pessoas.

É inexplicável a falta de ressonância política e mediática do que aconteceu em Fevereiro no laboratório Checo.

Ainda é mais inexplicável o grau de irresponsabilidade demonstrado pela OMS, pelos governos e pelas agências de controlo e prevenção de doenças em declarar uma pandemia e promover um nível de alerta sanitária máxima sem fundamento real.

É irresponsável e inexplicável, até extremos inconcebíveis, o bilionário investimento de euros provenientes do erário público destinados a fabricar milhões e milhões de doses de vacinas contra uma pandemia inexistente, quando não há dinheiro suficiente para ajudar milhões de pessoas (mais de 5 milhões só nos EUA) que, por causa da crise, perderam o trabalho e a casa.

Enquanto não se esclarecerem estes factos, o risco de distribuição de vacinas contaminadas este inverno e o risco de virem a adoptar-se medidas legais coercivas para forçar a vacinação, são riscos reais que em nenhum caso se pode subestimar.

No caso da gripe continuar tão benigna como até agora, não faz nenhum sentido expormo-nos ao risco de uma vacina contaminada ou de podermos vir a sofrer uma paralisia de Guillain-Barré.

No caso da gripe se agravar de forma inesperada, como já há meses é anunciada – sem nenhuma base científica – por um número surpreendente de altos cargos – entre eles a Directora-Geral da OMS – e de repente começarem a morrer por causa da gripe muitas mais pessoas do que é habitual, ainda terá menos sentido deixar-se pressionar pela vacinação, porque tal surpresa só poderá significar duas coisas:

1. que o vírus da gripe A que agora circula sofreu uma mutação;
2. que está a circular outro (ou outros) vírus.

Em ambos os casos a vacina que se está a preparar agora não servirá para nada e, levando em conta o que aconteceu em Janeiro com a Baxter, podia até vir a ser via de transmissão da doença.

UMA PROPOSTA

A minha proposta é clara:

• Manter a calma, tomar precauções sensatas para evitar o contágio e não deixar vacinar-se – coisa já proposta por muitas pessoas com bom senso em diversos países

– Apelo, com carácter urgente, para os mecanismos legais e de participação cívica necessários para assegurar de forma absoluta que não se poderá forçar ninguém no nosso país a ser vacinado contra a sua vontade e que os que decidam livremente vacinar-se não serão privados do direito a exigir responsabilidades nem do direito a ser compensados economicamente (eles ou familiares) caso a vacina lhes cause uma doença grave ou a morte.


*Teresa Forcades i Vila (Barcelona 1966) es doctora en Salud Pública y en mediciona interna. Se doctoró en Medicina por la Universitat de Barcelona. Luego estudió Teología en Harvard y tomó órdenes en el monasterio de Sant Benet. Es autora de tres libros: “Els crims de les grans companyies farmacèutiques”, “La Trinitat avui” y “La teologia feminista en la història”.

Este documento de publicó originalmente el pasado 16 de septiembre en el Blog de la autora con el título UNA REFLEXIÓN Y UNA PROPUESTA EN RELACIÓN A LA NUEVA GRIPE.

Notas de Rodapé

(1) Zimmer SM, Burke, DS. Historical Perspective: Emergence of Influenza A (H1N1) viruses. NEJM, Julio 16, 2009. p. 279

(2) The reemergence was probably an accidental release from a laboratory source in the setting of waning population immunity to H1 and N1 antigens, Zimmer, Burke, op. cit., p. 282

(3) Zimmer, Bunker, op. cit., p. 279

(4) Doshi, Peter. Calibrated response to emerging infections. BMJ 2009;339:b3471

(5) US Centers for Disease Control and Prevention. Serum cross-reactive antibody response to a novel influenza A (H1N1) virus after vaccination with seasonal influenza vaccine. MMWR 2009; 58: 521-4

(6) Datos oficiales del Centro Europeo para el Control y Prevención de enfermedades

(7) Datos oficiales del Centro Europeo para el Control y Prevención de enfermedades

(8) Cf. Le Journal du Dimanche (25 juliol ’09): Debré: ‘Cette grippe n’est pas dangereuse; cf. La Razón (4 septiembre ’09). Rodríguez Sendín: Cordura frente el alarmismo en la prevención de la gripe A.

(9) Cf. Virus mix-up by lab could have resulted in pandemic. The Times of India, sección de ciencia, 6 marzo 2009.

(10) Declaración de la Directora General de la OMS a la prensa , 11 de junio de 2009.

(11) Cohen E. When a pandemic isn’t a pandemic. CNN, 4 de mayo ’09.

(12) Doshi Peter: Calibrated response to emerging infections . BMJ 2009;339:b3471

(13) Falkiner, Keith. Get the rushed flu jab or be jailed. Irish Star Sunday, 13 septiembre ’09.

(14) Senate Bill n. 2028: An act relative to pandemic and disaster preparation and response in the commonwealth. 4 agosto ’09. Cf. Moore, RT. Critics rage as state prepares for flu pandemic. 11 septiembre ’09. WBUR Boston.

(15) Cf. Vaccination H1N1: méfiance des infirmières

(16) Stobbe, Mark. Legal immunity set for swine flu vaccine makers. Associated Press, 17 Julio ’09.


Fonte: Tendencias21.net

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El cerebro humano no puede conocer todos los universos posibles

•Outubro 23, 2009 • Deixe um Comentário

La teoría del multiverso propone la existencia de un conjunto de universos posibles, más allá del cosmos que conocemos. Ahora, dos físicos de la Universidad de Stanford, en California, han calculado cuántos universos habría, teniendo en cuenta la situación inicial del cosmos tras el Big Bang. Según los científicos, el número de universos posibles es tan grande, que escapa a la capacidad del cerebro humano de almacenar información. Por Yaiza Martínez.

La teoría del multiverso, de la que hemos hablado en diversas ocasiones en Tendencias21,
propone la existencia de un grupo de universos posibles (y no sólo el
cosmos que conocemos), paralelos, y que, por tanto, nuestro universo
sería sólo una parte de la realidad física generada a partir del Big Bang.

Es decir, que esta teoría sostiene que cuando se produjo la gran
explosión primigenia, no se desarrolló un universo único y uniforme,
sino muchos universos diferentes. La pregunta lógica subsiguiente
sería, ¿cuántos?

La revista Technology Review ha publicado estos días un comentario sobre un artículo aparecido en Arxiv bajo el título How many universes are in the multiverse? (¿Cuántos universos hay en el multiverso?), en el que dos físicos de la Universidad de Stanford (California), llamados Andrei Linde y Vitaly Vanchurin, proponen una respuesta cuanto menos sorprendente para esta pregunta.

Originados por fluctuaciones cuánticas

Según nos dice la física, el Big Bang fue un proceso cuántico que, en el comienzo del universo, generó las llamadas fluctuaciones cuánticas, un fenómeno físico que se produce a nivel atómico y que consiste en el movimiento de las partículas cuánticas (subatómicas).

Durante la expansión o inflación del cosmos, estas fluctuaciones
quedaron “congeladas”, lo que propició la aparición de una serie de
condiciones físicas iniciales distintas, en diversas partes del
universo.

Por tanto, puesto que cada una de estas partes o regiones presentaría un conjunto distinto de leyes de la física de baja energía, podrían ser consideradas como universos diferentes.

Lo que Linde y Vanchurin han calculado es cuántos de estos universos podrían haber surgido. En concreto, los científicos afirman que el número de ellos sería
proporcional al de los efectos causados por las perturbaciones iniciales, durante un proceso denominado de inflación de rotación lenta.

El modelo de inflación de rotación lenta o de nueva inflación fue ideado, anteriormente, por el propio Linde y otros colaboradores (Andreas Albrecth y Paul Steindhardt), y con él se mostró ya que la inflación del cosmos no habría producido un universo perfectamente simétrico, sino que en el inicio se habrían
generado débiles fluctuaciones cuánticas, que a su vez habrían
producido las semillas de todas las estructuras de la realidad física
posterior.

El cerebro humano no puede conocer todos los universos posibles

Un número inmenso de universos

Aplicando algunas reglas lógicas de cálculo, los científicos han
establecido que, al menos, se debieron generar 10^10^10^7 universos en
el multiverso, un número extremadamente grande.

A pesar de dar esta cifra, Linde y Vanchurin aseguran que la determinación del número de universos en el multiverso está sometida a dos importantes limitaciones.

En primer lugar, hay que tener en cuenta la llamada Frontera Bekenstein,
que establece que la cantidad de información (entropía y, en
consecuencia, masa) de un determinado volumen del espacio es limitada.
Esto es, que por más universos que se puedan encontrar siempre
existiría un límite marcado por dicha frontera.

En segundo lugar, se deben tener en consideración las limitaciones del observador que realiza las mediciones, puesto que éste está condicionado por los límites de su propio cerebro.

El cerebro como límite del multiverso

Linde y Vanchurin afirman que la cantidad total de información que
puede absorber un individuo durante toda su vida es de unos 10^16 bits
y que un cerebro humano típico “sólo” puede alcanzar 10^10^16
configuraciones y, por lo tanto, nunca será capaz de distinguir más que
esa cantidad de universos diferentes.
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Cérebro: Sintonizador e Criador da Realidade(?)

•Setembro 26, 2009 • Deixe um Comentário

Lo que conocemos como realidad es el resultado de una serie de interacciones entre los circuitos y trazas neuronales del cerebro y el mundo exterior. De esta interacción surge una sola representación mental o “realidad” de cada individuo en su particular universo, entre las potenciales realidades que se derivan de todas las posibles interacciones del cerebro con el entorno. De esta forma surge la metáfora del cerebro como sintonizador o detector/creador de realidad, si bien su capacidad para apreciar la “realidad total” es limitada porque depende de la cantidad de interacciones, directas o indirectas, que puede establecer nuestro cerebro con el mundo exterior o Todo.

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Risco de propagação do vírus H1N1 vai acelerar no Verão

•Julho 22, 2009 • Deixe um Comentário

Risco de propagação do vírus H1N1 vai acelerar no Verão, alerta CE – TSF

A Comissão Europeia alertou, esta quarta-feira, que o risco de propagação do vírus H1N1 vai acelerar este Verão por causa dos turistas e os riscos de mortalidade vão aumentar com a chegada do Outono.

A Comissão Europeia alertou, esta quarta-feira, que o risco de propagação do vírus H1N1 vai acelerar este verão por causa dos turistas.

A comissária europeia para a Saúde defendeu ainda que os riscos de mortalidade vão aumentar com a chegada do Outono, porque nessa altura a gripe A vai combinar-se com a gripe sazonal .

Não obstante este cenário, Androula Vassiliou apelou à «calma e vigilância» de todos os cidadãos.

Segundo a comissária, esta manhã, existiam 17189 casos em toda a União europeia, sendo que 26 pessoas morreram no Reino Unido e quatro em Espanha.

A estas mortes junta-se agora uma na Hungria – a primeira vítima mortal registada neste país.

Fonte: TSF

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O Novo Paradigma “EVO-DEVO”

•Maio 4, 2009 • Deixe um Comentário


La observación experimental en la segunda mitad del siglo XX ha ido confirmando algunos de los grandes capítulos de la Biología como: la teoría celular, la Bioquímica que comporta la comprensión de las reacciones metabólicas, la Bioenergética, la Ecología, la genética molecular, la epigenética. Últimamente ha emergido una nueva racionalidad sistémida de la vida, el paradigma explicativo Evo-Devo. La emergencia de este nuevo campo de investigación promete una nueva síntesis para la explicación de la evolución. La unión entre la teoría neodarwinista de la selección natural y la genética del desarrollo constituye la Biología evolutiva y del desarrollo, mejor conocida como «EVO-DEVO». Por Ignacio Núñez de Castro.

Desde Aristóteles hasta nuestros días los problemas para la comprensión de los seres vivos son recurrentes. Así, una nueva alianza entre la Biología y la Filosofía es necesaria en la búsqueda de las bases epistemológicas y ontológicas del estudio de la vida, tal como se explica en un anterior artículo. Se perfila así una racionalidad diferente del mecanicismo lineal post-cartesiano, cuyas matrices conceptuales serían: totalidad, sistema, proceso, teleología, jerarquización, complejidad, emergencia de novedad y la evolución que da sentido. La explicación del hecho histórico de la evolución ha pasado por diferentes paradigmas: darwinismo, neodarwinismo y últimamente la síntesis entre la evolución y el desarrollo epigenético, con el soporte experimental de la genómica y proteómica, ha alumbrado el programa de investigación interdisciplinar (conocido como EVO-DEVO).

Emergencia de novedad

La filosofía de la biología, la biofilosofía, muestra que la vida no es simplemente puro mundo físico. Lo viviente tiene sus raíces en lo físico. Pero representa una sorprendente “novedad emergente” que exige una nueva racionalidad explicativa. El holismo biológico supone un nivel de complejidad no visto en el mundo físico. El ser vivo como sistema y proceso jerarquizado teleológicamente dibuja una compleja organización que emerge novedosamente y que exige a la ciencia pasar a rigurosas preguntas filosóficas. Esta cuestión básica fue objeto de un primer análisis presentado en un artículo anterior de Tendencias Biofilosofía (I): complejidad holística y teleonomía. Ahora nos centramos en la temática quizá central de la Biofilosofía: el emergentismo y el sentido del nuevo paradigma evolutivo EVO-DEVO.

La correspondencia de Dobzhansky y Greene constituye un claro exponente de dos sensibilidades, la de un ortodoxo darwinista Greene y la de Dobzhansky que había sido impactado por la lectura de Teilhard de Chardin. La creatividad o emergencia de novedad y el progreso de las diferentes formas de vida son reclamados como legítimos por Dobzhansky para el discurso biológico. Las propiedades emergentes son las que surgen a un cierto nivel de complejidad, pero no se dan en niveles inferiores y brotan de las interrelaciones entre los elementos del sistema, aparecen a medida que sistema evoluciona con el tiempo y están siempre referidas a la totalidad.

Estas propiedades no pueden ser anticipadas o deducidas antes de que se hayan manifestado por sí mismas. La palabra emergencia y el verbo emerger son metáforas hoy día aceptadas. Para J. Monod, la emergencia es una propiedad paradójica y la define como «la propiedad de reproducir y multiplicar estructuras ordenadas sumamente complejas y permitir la creación evolutiva de estructuras de complejidad creciente».

El paradigma emergentista supone que toda la realidad es dinámica en continuo cambio y desarrollo. Zubiri crítica el término, puesto que emerge lo que de alguna manera estaba sumergido; las islas que emergen en el mar están sumergidas antes que una elevación del terreno las haga a aparecer a la vista. Zubiri prefiere el termino brotar, aunque también podemos decir que brota el agua en la fuente, porque está en el venero. Sin embargo, la emergencia de novedad tiene un contenido semántico concreto y definido en la Biofilosofía actual. Los emergentistas, cuyo eslogan podría ser: «más es diferente», tienen una mirada muy distinta a los reduccionistas de nuevo cuño, para los cuales el todo puede explicarse por la suma de sus partes y la imagen del todo representa con fidelidad los constituyentes básicos.

John Polkinghorne afirma: «La emergencia tiene fuerte correspondencia, en cambio, a un caso en el que un nuevo principio causal -de una clase distintiva no presente en niveles de complejidad inferiores- cobra actividad en un sistema complejo -entonces “más” sería radicalmente “diferente”». Ejemplos de emergencia se dan tanto en el microcosmos como en el macrocosmos. Las propiedades de los hadrones no son las propiedades de los quarks; las características de los átomos no son deducibles de las partículas elementales, ni las propiedades de las moléculas de las de sus átomos. «En Biología y Bioquímica, la emergencia cubre los dominios desde los átomos hasta los organismos. Algunos de los grandes periodos de la historia natural pueden describir niveles de emergencia: la aparición de la vida, la aparición de la experiencia sensorial, de la conciencia y de la reflexión moral».

Vida en la Antártida. Parque de las Ciencias de Granada. 
Nuevo impulso

El debate sobre la emergencia ha cobrado nuevo impulso con la reciente obra de Philip Clayton Mind and emergence from quantum to consciousness. Clayton desarrolla un argumento complejo y polifacético para una visión del mundo basada en la llamada emergencia fuerte: sistemas nuevos y complejos pueden llegar a la existencia con sus propios mecanismos causales. Clayton admite que este concepto nuevo de emergencia supone los siguientes elementos: un monismo ontológico no fisicalista, la aparición de nuevas propiedades, la irreductibilidad de lo emergente a niveles más bajos y por último la influencia causal del todo sobre las partes, la llamada downward causation. Clayton defiende en su libro la emergencia fuerte frente a la insuficiencia tanto del reduccionismo fisicalista como del dualismo vitalista. El mundo muestra cada vez niveles de organización distintos, donde cada nivel se caracteriza por un tipo irreducible de explicación causal.

El emergentismo no monista, como mediación filosófica, ha sido, aceptado también por una serie de teólogos cristianos. Sin duda alguna, ha sido Juan Luis Ruiz de la Peña el teólogo de lengua española que mejor se caracteriza como representante del modelo emergentista. La tríada de teólogos anglosajones, I. G. Barbour, J. Polkinghorne y A. Peacocke coinciden, según Amo Usanos, «en una serie de afirmaciones sobre la valencia del emergentismo en la explicación de la fe cristiana y en unas fuentes que son similares entre sí; lo que permite hablar de emergentismo cristiano».

Decíamos anteriormente que uno de los pilares conceptuales de lo que Javier Monserrat llama el «macroconstructo explicativo» emergentista, que abarca toda la realidad, es la llamada downward causation (topdown causation) o causalidad descendente. Este tipo de causalidad supone la acción causal de una estructura emergente, el todo, sobre sus elementos constituyentes y «es a menudo usado para describir una familiar y perfectamente coherente relación entre las actividades de la totalidad y la conducta de sus componentes».

Así por ejemplo, según Monserrat: «el sujeto activo, por tanto, causado por mecanismos sistémicos, se constituye en un hecho real nuevo, que a su vez, puede influir causalmente en los mecanismos sistémicos que producen la conciencia, sus procesos y la emisión de sus conductas»; este bucle causal representa el modo de interconexión entre el hecho real de la conciencia y el hecho de los mecanismos sistémicos que la producen.

La evolución que da sentido

«Nada tiene sentido en Biología si no es visto a través del prisma de la evolución», este es el dicho clásico, tantas veces repetido, de Theodosius Dobzhansky. Es interesante caer en la cuenta que el mismo Darwin no utilizó el término «evolución» hasta la sexta edición de 1869 del «Origen de las especies». Gilson cree que Darwin huyó en las primeras ediciones de la palabra evolución un tanto desprestigiada por los preformistas contemporáneos, como Charles Bonnet de Ginebra autor de la obra Palingenesia Philosophica.

Sin embargo, después de la lectura del filósofo Herbert Spencer, quien concibió una interpretación general de la realidad a base del principio de evolución, (evolución que para Spencer era puramente mecánica en la que toda finalidad quedaba excluida por el principio de conservación de la energía), Darwin en la sexta edición acepta el término y en el último Capítulo afirma: «Antaño hablé a muchos naturalistas del asunto de la evolución, y nunca encontré una acogida simpática. Es probable que algunos creyesen entonces en la evolución; pero guardaban silencio o se expresaban tan ambiguamente que no era fácil comprender su pensamiento. Actualmente, las cosas han cambiado por completo, y casi todos los naturalistas admiten el gran principio de la evolución».

Una vez aceptado el término, la evolución se ha convertido en una especie de principio general explicativo en Biología. Hoy día, salvada la minoría de algunos fundamentalistas creacionistas, el hecho histórico de la evolución no es motivo de debate y no merece la pena emplear tiempo ni espacio en este trabajo en su discusión. Solamente quisiera clarificar un punto, que a pesar de su simplicidad, parece que aún no está claro en algunos debates.

El evolucionismo como doctrina se opone, desde el punto de vista conceptual, únicamente al fixismo de las especies; sin embargo, no existe ninguna oposición conceptual entre evolución y creación. La creación es un término técnico, bará en hebreo (siempre tiene a Dios por sujeto), ktísis en griego y creatio en latín, y está siempre referido a la radical fundamentación del ser; la creatio ex nihilo no puede entrar, por tanto, a formar parte de ningún discurso científico.

La misma recepción temprana del pensamiento evolucionista por parte de algunos científicos y filósofos cristianos confirman lo que acabamos de enunciar. Muy pronto (1904) el entomólogo jesuita Erich Wasmann en su trabajo Biología moderna y teoría evolucionista no sólo aceptó y defendió la doctrina general de la evolución sino que admitió también que probablemente se le podía aplicar al hombre. Hoy, pues, podemos afirmar que existe un consenso en aceptar la evolución biológica como un hecho real histórico, que tiene la certeza de los acontecimientos históricos; hecho que pertenece a la Historia natural, como fue un hecho real de la historia humana la caída del Imperio romano o la batalla de Lepanto.

Entre las diferentes teorías de explicación del hecho evolutivo se destacan dos grandes grupos: lamarckismo y darwinismo. Los caracteres adquiridos, según Lamarck, se transmiten a la descendencia. Tempranamente el lamarckismo fue refutado experimentalmente por el pariente de Darwin, Francis Galton, mediante transfusiones de sangre entre conejos (que no cambiaban el color de la piel de los descendientes) y más tarde August Weismann, cortó la cola a decenas de generaciones de ratones sin por ello conseguir ratones con colas más cortas.

El darwinismo clásico, la herencia inmediata de Darwin, se basaba en los siguientes principios:

• El número de individuos de las distintas especies permanece más o menos constante en la naturaleza.
• La capacidad reproductiva de animales y plantas es muy superior a la necesaria para conservar ese número de individuos constantes.
• Hay una alta mortalidad expresión de la lucha por la existencia.
• Los individuos de las especies no son idénticos sino que muestran una gran variabilidad.
• Los cambios son hereditarios y en la lucha por la vida permanecen las variaciones más favorables.
• Los cambios acumulados en generaciones imponen un cambio gradual de las especies conducentes a una mejor adaptación a las condiciones del entorno ambiental.
• Cuando estas condiciones varían en distintos lugares las sucesivas generaciones no sólo devendrán distintas de sus padres, sino distintas unas de otras.

Concepto cuestionable

A pesar de ser coetáneos Mendel y Darwin, no tenemos constancia de que Darwin conociera los escritos de Mendel, los cuales parece que no tuvieron mucha difusión a pesar de aparecer referidos en la novena edición de la Enciclopedia Británica.

Igualmente, hace unos años el historiador Andrés Galera, al preguntarse si Darwin conocía los escritos del fraile agustino, que había descubierto que los caracteres son discretos y segregables, respondía: «Resulta improbable que al final de su vida, falleció en 1882, Darwin no tuviese noticias de su trabajo, pero el hecho es ya poco relevante, incluso anecdótico, serán otros los encargados de incorporar las leyes mendelianas al ideario evolucionista». Estos factores hereditarios recibieron más tarde el nombre de «genes». En la genética clásica, un gen era un concepto abstracto –una unidad de herencia que transfiere una característica de padres a hijos.

Cuando estamos tratando sobre el estado de la cuestión en Biofilosofía resulta curioso notar que en la era de la genómica el mismo concepto de gen sea aún cuestionable. Es propio del discurso científico usar términos unívocos y huir de la polisemia. El término proveniente del griego «gene» fue introducido por Wilhelm Johannses en 1909.

El Diccionario Inglés de Oxford define el gen como: «Cada una de las unidades de la herencia que son transmisibles por los progenitores a su descendencia en los gametos, usualmente como parte de un cromosoma, y controlan y determinan una característica singular en la descendencia». Definición que cae dentro del campo semántico de la genética clásica. Recientemente se ha hablado de hasta dieciocho definiciones de gen.

A pesar de que el concepto de gen no es unívoco para los representantes de las diferentes ramas de la Biología, después del redescubrimiento de Mendel a principios del siglo XX por H. M. de Vries, C. Correns y E. von Tschermak, la Genética clásica dio lugar a lugar a la teoría mutacionista para explicar el origen de la novedad. En los años treinta del siglo pasado tuvo lugar la síntesis entre el darwinismo y el concepto de mutación genética dando lugar al neodarwinismo.

La evolución es explicada por cambios genéticos de poblaciones debido a las mutaciones y el principio de selección natural. Según el neodarwinismo:

• Se conserva el gradualismo. La evolución es concebida como un proceso lento sin cambios, que explicaría tanto la anagénesis como la cladogénesis.
• El fenotipo es siempre una manifestación del genotipo. El grado de diferencia morfológica es proporcional al grado de diferencia genética.
• El desarrollo del individuo desde la etapa embrionaria al adulto, no aporta ningún conocimiento especial, lo que ponía en cuestión la ley biogenética de Haeckel.

El nuevo paradigma evolutivo: Evo-Devo

Después de varias décadas de predominancia del paradigma neodarwinista, algunos biólogos han vuelto a la regulación del desarrollo embrionario para explicar la evolución. La «epigénesis» aristotélica, desprestigiada por los preformistas del siglo XIX, fue recogida por Conrad H. Waddington con una nueva formulación. «Hace algunos años introduje la palabra, “epigenética”, derivada del término aristotélico “epigénesis”, y que ha caído más o menos en desuso, como una rama de la Biología que estudia las interacciones causales entre los genes y sus productos, interacciones que dan el ser al fenotipo». Mediante el desarrollo epigenético el organismo irá diferenciándose en respuesta a las señales recibidas, que pueden ser: autocrinas, paracrinas, endocrinas y exocrinas.

La epigénesis representa, por tanto, el proceso mediante el cual el organismo se va adaptando a su entorno y expresando su programa inscrito en el DNA a partir de sus propias capacidades. La concepción epigenética comporta la afirmación de que la regulación fisiológica y la misma evolución no residen tanto en el genoma, sino en las redes interactivas que organizan las respuestas. «Las mutaciones, si afectan a genes cuya función reside en organizar las primeras etapas del desarrollo, pueden dar lugar a cambios radicales en las formas».

El desarrollo de la genómica de los últimos años ha confirmado la intuición primaria de Waddington. El genoma del chimpancé, comparado con el genoma humano, varía solamente un 1.06% dentro de los segmentos del DNA codificantes de proteínas, pero las diferencias claves yacen en los cambios sutiles de los patrones de expresión génica implicados en el desarrollo y en la especificación e interconexiones dentro del sistema nervioso.

Nueva síntesis para explicar la evolución

Como es frecuente que acontezca, a veces, las intuiciones que llevan a cambios de paradigma, se suelen adelantar en el tiempo y fue a partir de los años ochenta del siglo pasado cuando una nueva visión de la evolución tiene lugar. La emergencia de este nuevo campo de investigación promete una nueva síntesis para la explicación de la evolución. La unión entre la teoría neodarwinista de la selección natural y la genética del desarrollo constituye la Biología evolutiva y del desarrollo, mejor conocida como «EVO-DEVO».

Este nuevo paradigma «trata de descubrir, bajo un paraguas conceptual que abarque todo, las reglas y los mecanismos que la evolución ha llevado a cabo a lo largo del tiempo para generar en el pasado y en el presente la biodiversidad».

En un reciente artículo, el biofilósofo Michael Ruse dice, de una manera muy gráfica, que Evo-Devo sería el campo de investigación que le gustaría elegir como materia de su Tesis doctoral, si tuviera que hacerla ahora en el año 2005, (él la hizo cuarenta años antes en 1965).

Michael Ruse encuentra que Evo-Devo plantea los siguientes problemas filosóficos: en primer lugar, desde la síntesis de los años treinta el paradigma neodarwinista dominante había sido la selección natural (über alles). ¿Está amenazado el darwinismo por Evo-Devo, puesto que pone el énfasis en el desarrollo? Ruse piensa que si Darwin viviera estaría entusiasmado y que Evo-Devo completa la selección natural y que no la contradice.

En segundo lugar, hay una apasionante conexión entre Evo-Devo y la Paleontología; Stephen Gould lo ha aclarado en su obra The structure of evulotionary theory. Los primeros trabajos de Gould y su teoría de los equilibrios interrumpidos (punctuated equilibria) pusieron de manifiesto que los registros fósiles mostraban poblaciones poco variables a lo largo del tiempo con episodios de rápida aparición de nuevas formas, lo que de alguna manera contradecía el gradualismo, componente esencial del darwinismo. Según Ruse se plantea un nuevo debate donde los científicos y los filósofos deben trabajar conjuntamente; para la Paleontología debe ser una gran ayuda la discusión filosófica sobre la relación entre los fósiles y la Embriología.

Desafíos y oportunidades

Finalmente, se plantea la cuestión: ¿qué puede significar Evo-Devo para la evolución humana? Según Ruse, Evo-Devo plantea problemas muy interesantes acerca de la comprensión del cuerpo humano. Si duda ninguna, conforme la genómica y la proteómica comparada vayan avanzando en los próximos años, habrá descubrimientos muy importantes y merece la pena que los filósofos estén atentos. «Yo soy un darvinista de línea dura. Pero los puros darvinistas conocen que las nuevas ideas son desafíos y oportunidades, no barreras o impedimentos», dice Ruse.

La revista Biology and Philosophy editó en el año 2003 un número especial dedicado al desarrollo del nuevo paradigma Evo-Devo. Los títulos de algunos de los artículos: «Desbloqueando la caja negra entre genotipo y fenotipo», «El camino a partir de Haeckel», «Morfología evolutiva, innovación y la síntesis de la Biología evolutiva y del desarrollo», «Cómo el desarrollo puede dirigir la evolución», pueden ayudarnos a comprender cómo se ha fraguado la nueva teoría y los problemas que suscita.

En efecto, los estudios comparativos de los mecanismos del desarrollo (incluyendo los mecanismos genéticos), que pueden ser llevados a cabo a través de los taxones, hacen posible la reconstrucción fidedigna y detallada de los procesos de desarrollo y abren una esperanza para que los modelos teóricos del desarrollo puedan ser integrados en los modelos de la evolución. La Reunión de Dahlem (1981) puede considerarse como el comienzo de este programa de investigación.

Después de Dahlem, W. Arthur publicó en 1984 la obra: A combined genetic, developmental and ecological approach, la cual constituye un intento de comprensión simultánea de la evolución desde la triple perspectiva: genética, ecológica y desde el desarrollo. Desde mediados de los noventa, una serie de libros de texto, sugieren que el nuevo paradigma de explicación de la evolución ha entrado en un periodo de ciencia normal según la terminología de Thomas S. Kuhn; el paradigma neodarwinista explicaría muy bien la microevolución y el nuevo paradigma Evo-Devo la macroevolución.

Enseguida una serie de biofilósofos se han hecho eco de los problemas planteados. Estos problemas serían: a) ¿se ha logrado verdaderamente una síntesis conceptual?, b) ¿cuál es el estatuto de la genética del desarrollo?, c) Evo-Devo presenta un desafío a la teoría evolutiva que estaba basada fundamentalmente en la genética de poblaciones y, por ello, se tendrán que revisar las concepciones usuales de la evolución. El programa de investigación requiere una exploración de las implicaciones del desarrollo ontogenético sobre la evolución y cuáles pueden ser los sesgos en el futuro.

Conclusión

La observación experimental en la segunda mitad del siglo XX ha ido confirmando algunos de los grandes capítulos de la Biología como: la teoría celular, la Bioquímica que comporta la comprensión de las reacciones metabólicas, la Bioenergética, la Ecología, la genética molecular, la epigenética. Últimamente el paradigma explicativo Evo-Devo se perfila como una nueva síntesis de explicación del hecho histórico de la evolución.

La reflexión filosófica sobre los problemas, que la comprensión de los organismos vivos plantea, ha sido una constante recurrente en el pensamiento filosófico desde Aristóteles hasta nuestros días en la búsqueda de las bases epistemológicas que nos conduzcan a una ontología del organismo viviente. Se perfila, así, una racionalidad, un lógos para bíos, diferente de la racionalidad lineal mecanicista, en la que no es posible un reduccionismo epistemológico, puesto que la metodología y el discurso de las ciencias físicas y químicas es incapaz de abarcar los fenómenos de gran complejidad, donde aparecen propiedades emergentes en el todo y donde acontece también una influencia causal del todo sobre los elementos estructurales y funcionales del sistema.

La investigación de una totalidad organizada, como la que define el ser vivo más elemental, un procarionte, necesita una serie de categorías o matrices conceptuales que definen los sistemas jerarquizados con finalidad interna, en los que tiene lugar una evolución en el desarrollo individual (ontogénesis) y el despliegue en el tiempo de la biodiversidad (filogénesis).

Si es verdad que nada tiene sentido en Biología sino a la luz de la evolución, una comprensión del hecho histórico, teniendo en cuenta los datos experimentales de la Paleontología y de la Biología experimental, la genómica y la proteómica comparada, así como la Genética del desarrollo, es decir todo lo que queda albergado bajo el paraguas del nuevo paradigma Evo-devo, nos llevará a situar a la Biología, como una ciencia autónoma, que necesita ciencias auxiliares como son la Física y la Química, como metodologías experimentales de estudio de los fenómenos fisiológicos, pero muy lejos del pretendido reduccionismo positivista.

Ignacio Nuñez de Castro, Catedrático de Bioquímica y Biología Molecular, Universidad de Málaga.

Fonte: http://www.tendencias21.net/Emerge-una-nueva-racionalidad-sistemica-de-la-vida_a3221.html

 

Viaje en el tiempo (Time trip) (Subtitulado)

•Abril 19, 2009 • Deixe um Comentário

[4] Horizon – Viaje en el tiempo (Time trip) (Subtitulado)

[3] Horizon – Viaje en el tiempo (Time trip) (Subtitulado)

[2] Horizon – Viaje en el tiempo (Time trip) (Subtitulado)

[1] Horizon – Viaje en el tiempo (Time trip) (Subtitulado)

Confirman que el poder de la imaginación es real

•Abril 19, 2009 • Deixe um Comentário

La mera visualización de una postura condiciona las respuestas del cuerpo tanto como la postura física realmente adoptada.

Científicos de la Universidad de Washington han constatado empíricamente, por vez primera, el efecto de la imaginación sobre la realidad. A dieciséis personas se les pidió que buscaran en la pantalla de un ordenador una letra y que señalaran cuándo la habían encontrado imaginando al mismo tiempo una de estas dos posturas: sus manos cercanas a la pantalla o sus manos situadas a la espalda. Los resultados del experimento demostraron que la mera visualización de una postura condiciona las respuestas del cuerpo tanto como la postura física realmente adoptada. Los científicos señalan que esto demuestra que la imaginación tiene la extraordinaria capacidad de dar forma a la realidad.



Wordplus
Los psicólogos Christopher Davoli y Richard Abrams, de la Universidad de Washington en Saint Louis, Estados Unidos, han demostrado empíricamente, por vez primera, que el poder de la imaginación es un poder real.

Según informa la Association for Psychological Science de EE.UU. en un comunicado, de esta investigación se desprende que la imaginación es más eficiente de lo que creemos a la hora de ayudarnos a alcanzar nuestros objetivos.

En un artículo publicado al respecto en la revista Psychological Science, se explica que en un estudio realizado por el propio Davoli en 2007, se había constatado ya que los objetos situados cerca de las manos los analizamos visualmente con mayor intensidad.

En dicho estudio, los participantes debieron colocar sus manos cerca de determinados objetos físicos para comprobar el análisis visual y la eficacia de las respuestas del cuerpo hacia dichos objetos. Se comprobó que la rapidez de la respuesta del cuerpo a los objetos dependía de la cercanía o lejanía de las manos de los objetos analizados: si las manos están cerca del objeto analizado, la reacción corporal tarda más que si las manos están alejadas del citado objeto. Se cree que esto se debe a la importancia de la representación visual para poder asir o evitar los objetos cercanos a nuestras manos.

En la nueva investigación de Davoli, sin embargo, las posturas de las manos –más lejos o más cerca de los objetos- no se adoptaron físicamente, sino sólo con la imaginación. Sin embargo, a pesar de esta significativa diferencia respecto del primer experimento, los resultados no variaron, lo que según estos investigadores significa que imaginar una postura da los mismos resultados que adoptarla realmente.

Tarea visual e imaginación

En las pruebas de esta última investigación participaron dieciséis estudiantes que, en primer lugar, se ejercitaron en la práctica de imaginar movimientos. Posteriormente, todos ejecutaron una tarea visual a través de un ordenador, al tiempo que imaginaban sus manos en dos posiciones diferentes.

En un momento del experimento, las manos se las imaginaban situadas alrededor del monitor, como si los participantes fueran a abrazar la pantalla con ambas manos (postura cercana), y en otro momento del experimento, se imaginaban que sus manos estaban colocadas a su espalda (postura alejada).

La tarea visual consistía en buscar, en la pantalla del ordenador, una letra-objetivo (H o S) que se encontraba confundida en conjuntos de tres o siete letras de distracción. A continuación debían avisar, con la mayor rapidez posible, que la habían encontrado pulsando una tecla.

Antes de realizar este ejercicio, en la pantalla del ordenador aparecía un aviso de tres segundos de duración que indicaba a los participantes cuál de las dos posturas de las manos debían imaginarse durante la tarea visual explicada.

Sin embargo, aunque se imaginaran las manos intentando abrazar la pantalla del ordenador o situadas a sus espaldas, las manos permanecían –en realidad- junto al teclado durante todo el experimento. En total fueron realizados dos bloques de 64 pruebas.

Dar forma a la realidad

Los resultados demostraron que la mera imaginación de una de las dos posturas afectaba a la velocidad de respuesta de una forma muy similar a la obtenida en los estudios previos, con posturas de las manos realmente efectuadas, no imaginadas.

Así, los participantes de esta segunda investigación pasaban más tiempo buscando la letra-objetivo cuando se imaginaban sujetando el monitor, en comparación con cuando se imaginaban a sí mismos con las manos a la espalda.

Los investigadores sugieren que la mayor lentitud en las búsquedas de la letra objetivo indica un análisis más minucioso de los objetos que están cercanos a las manos, aunque esta postura sea sólo imaginaria. De esta forma, se repitieron los resultados de la citada investigación anterior, en la que los participantes invirtieron más tiempo en observar objetos cercanos a sus manos que en observar objetos realmente alejados de éstas.

Los científicos señalan que este hallazgo indica que nuestro espacio “peripersonal” puede extenderse al espacio de la imaginación. El espacio peripersonal es el que está situado alrededor de nuestro cuerpo, y es descrito por los autores de esta investigación como “una “burbuja” invisible que se extiende varios centímetros a partir de la piel en todas las direcciones”.

Esta capacidad, señalan los investigadores, presenta algunas ventajas, como la posibilidad de determinar, antes de realizarla, si una acción es o no realista (por ejemplo, ¿puedo llegar a la estantería más alta?) o para ayudarnos a evitar algunos choques.

Los autores del estudio concluyen que los resultados confirman una idea que ha sido expuesta durante mucho tiempo por expertos en motivación, psicólogos deportivos, e incluso por John Lennon: que la imaginación tiene la extraordinaria capacidad de dar forma a la realidad.

Algo que conocen muy bien, por ejemplo, los deportistas, que utilizan la visualización mental para ayudarse a mecanizar, a automatizar los gestos deportivos y a reforzar sus aptitudes, mejorando sus propias destrezas deportivas.



Sábado 18 Abril 2009

Yaiza Martínez