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	<title>Paradigma21: &#187; cérebro</title>
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		<title>A Mente Holotrópica</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Apr 2008 21:12:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Cortes Leal</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><blockquote>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://kuantica.files.wordpress.com/2008/04/kosmos59.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-20" src="http://kuantica.files.wordpress.com/2008/04/kosmos59.jpg?w=242&#038;h=300" alt="kosmos12" width="242" height="300" /></a>Em geral, a primeira coisa que nos perguntamos ao nos depararmos com o título deste livro de Grof é: afinal, o que é “holotrópica”?<br />
Embora o autor não defina a palavra no livro, ele nos leva a entender que ela representa o fato de que nossa mente pode se comportar como um holograma, onde o todo pode ser reconstruído a partir de uma pequena parte. Se compararmos, porém, com o significado de “alotrópico” (p.ex., o grafite e o diamante são formas alotrópicas do carbono), podemos deduzir que holotrópico deve significar “de uma forma”. E a questão é: de uma forma com o quê? A leitura do livro nos leva a pensar que se refere ao Universo. Que nossa mente é “uma com ele”, ou seja, que o conceito de unidade (“oneness”) pregado há milênios por algumas religiões orientais, passa a ser percebido e compreendido também pela ciência &#8211; no caso do livro &#8211; pela psicologia, além de tantas outras citadas como a física, a química etc.<br />
O psiquiatra Stanislav Grof, considerado uma sumidade da psicologia transpessoal, relata no livro sua visão desenvolvida durante 35 anos de pesquisa e através da realização de experiências com alguns milhares de pacientes e voluntários. Experiências essas, em princípio, estimuladas pelo uso do LSD e, posteriormente, pela técnica da respiração holotrópica™.<br />
O autor mostra que através de estados alterados da consciência – aos quais ele prefere chamar de estados não comuns da consciência – o ser humano pode alcançar reinos da psique jamais suspeitados pela psicologia tradicional. Traça um painel em que se visualizam os três níveis de consciência humana: biográfico, perinatal e transpessoal.<br />
Segundo ele, a totalidade de nossa história pessoal do pré-natal ao momento presente, pode ser trazida à mente e ser vivenciada outra vez. Sua tese é de que o trauma do nascimento é o acontecimento mais significativo em nossas vidas e que a impressão que nos causa tem o poder de predeterminar como ela será. O trauma do nascimento é detalhado no capítulo II do livro, através da definição das Matrizes Perinatais Básicas (MPB de I a IV), que apresentam as influências que modelam a consciência humana desde a vida pré-natal e através do nascimento. Se, ao vivenciarmos as experiências da MPB I, identificamo-nos com o universo naquilo que apresenta de melhor, durante as experiências de MPB II podemos passar ao inferno e ao desespero total; já a MPB III leva-nos a experienciar a luta pela sobrevivência, porém visualizando que há uma esperança, e a MPB IV nos leva a uma experiência de morte e renascimento.<br />
No último capítulo do livro Grof retorna ao assunto do trauma do nascimento, reforçando sua visão a e afirmando: “Se expandirmos a cartografia da psique, como já descrita neste livro, muitos estados, atribuídos tradicionalmente a desconhecidos processos patológicos do cérebro, aparecem de repente sob uma luz inteiramente nova. O trauma do nascimento, o qual constitui um importante aspecto do inconsciente, é um evento muito doloroso e potencialmente ameaçador da vida, que normalmente dura muitas horas. Certamente é, então, uma fonte muito mais plausível de extremas emoções e sensações do que a maioria dos eventos da meninice”.<br />
O livro também relata que não é apenas a experiências perinatais que se pode ter acesso durante os estados não comuns da consciência. Além de vivenciar momentos importantes de sua biografia, o indivíduo tem acesso a experiências arquetípicas, podendo se identificar com figuras mitológicas, animais, plantas e até mesmo objetos do reino mineral. É possível também esbarrar com lembranças coletivas tão fortemente personalizadas que se assemelham a experiências de vidas passadas (experiências do inconsciente coletivo). São as chamadas experiências transpessoais, porque transcendem o ego encapsulado e abrem o indivíduo para o mundo espiritual, podendo resultar – e em geral resultando &#8211; numa profunda mudança de valores.</p>
</blockquote>
<p class="citation"><cite><a href="http://pt.shvoong.com/social-sciences/psychology/1794295-mente-holotrÃ³pica/">A Mente Holotrópica</a></cite>.</p>
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